quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sr.Cordeiro e a Vingança de Beatrice




Estávamos todos lá empilhados dentro daquela van suja. Eu e Kent, Bonnie e Simon, Nora e Anthony, Dustin e Patrick, e Darlene. Nós não levamos as crianças. Eu acho que essa era a ideia de Nora, deixá-los em casa. E fora ideia de Patrick ir ver nosso “amigo” Chad que estava saindo da prisão. Ele parou no portão, olhando nós, dando aquele sorriso forçado, de quem tinha passado seis longos anos no inferno. Dustin acenou. Darlene levantou o pescoço para ve-lo melhor. E ele fez uma cara ranzinza, saiu do portão, e virou para oeste, em direção à parada de ônibus. Havia um terreno baldio em frente à prisão onde estávamos esperando em nosso carro. Nós verificávamos continua mente por cima do ombro, observando ele ir embora. Ele não estava com medo, mas estava sendo cauteloso. Quando ele desapareceu de vista, Nora disse categoricamente: "Está na hora. Temos de ir atrás dele agora".




Há três anos, as crianças começaram a ter pesadelos. Eles acordavam chorando, e se recusavam a dizer o motivo. Eles começaram a arranjar desculpa para não ir à escola; reagiam se defendendo, quando nós perguntávamos como iam as aulas; e se protegiam como se não quisessem ser tocados. Chad era o professor deles do jardim de infância, ele era charmoso e simpático, o que fazia dele confiável.

Finalmente, durante o verão, Patrick e Dustin tinha convencido sua filha adotiva Yuan a se consultar com um psicólogo, e ela se abriu. Sr.Cordeiro como eles o chamavam os havia tocado. Ele havia tocado vários outros estudantes. Sentindo-se mais a vontade em outras consultas, ela deu os nomes de outros alunos molestados. Dustin e Patrick, eram um casal gay convencional, nunca havia lhes acontecido isso na infância, por isso foi tão difícil de acreditar. Eles reuniram os pais dos alunos da classe de Yuan, e lhes contaram a barbaridade, para que eles todos tomassem a atitude levar seus filhos ao psicólogo e mais tarde para denunciar á policia. O filho de Simon e Darlene, havia  sido convencido de que o Sr.Cordeiro era seu dono e o amava, por isso se deixava ser sodomizado, sem resistência. Então teve Violeta, Eddie, Tyler e os gêmeos e Beatrice e Bernardo, eles contaram as coisas que Cordeiro havia feito com eles, isso demonstrou que ele havia deixado um trauma iremediável sobre as crianças. A polícia foi maravilhosa, foi cautelosa e nos ouviu. Gradativamente, as crianças tomaram coragem de testemunhar. Meu estômago revirou quando ouvi o testemunho de Violeta, ela chorava enquanto contava, o que ele á havia obrigado á fazer. Violeta era tão doce. Ela passou de vitima tímida de seis aninhos, á lutadora de karate faixa preta aos dez anos. Se ao menos Beatrice tivesse sido tão forte, ela não teria se matado. Mais uma vez, eu agradeci a Deus por não ter acontecido nada com meu Stan.

Me senti horrível pensando nessas coisas. Eu ouvi o carro parar, levantei minha cabeça que até então estava baixa, longe com essas lembranças terríveis. Estávamos na frente de uma loja. Eu podia ver os outros pais esperando na frente da porta cor de mostarda. "Vamos". Kent disse. "Ela odeia quando estamos atrasados ​​para nossos compromissos".

A loja estava cheia de livros, ossos de animais, estátuas de deuses e fadas, cipós de plantas estranhas, e várias armas antigas. O balcão de vidro na parte de trás da loja separava o público da sala de reunião privada. Darlene se arrastou para o balcão e bateu o sino uma vez. Uma cortina preta, estampada com os olhos roxos, foi puxado para o lado, revelando Georgia, uma senhora muito ativa e bastante misteriosa.
"Olá!! Olá!! Muitíssimo Bom dia meus queridos!! Hoje é o dia, não é?!" Georgia era sempre alegre, não importa com quem. Ele tinha dentes longos e afiados e unhas podres para combinar, com os olhos com um tom amarelo, ela parecia uma criatura das trevas. "Eu vou verificar se vocês podem entrar no meu espaço... Esperem, ok?" Georgia desapareceu trás das cortinas e retornou. "Vamos lá!" Ela chamou, e nós á seguimos. Cada um de nós se sentou em um lugar em torno de uma mesa e esperou.

Georgia se retirou por um minuto para trazer seu livro e sua mestra, ela voltou com um senhorinha de com certeza mais de cem anos em uma cadeira de rodas feita de vime, ela colocou a Pequena senhora ossuda e quase morta em seu lugar e juntou-se á nós com um livro nas mãos. Ela colocou o livro grosso, encadernado em um material branco brilhante na frente da senhorinha. Tínhamos visto o livro antes. Ela nos mostrou em nossa primeira visita. O Veneficus Caligo The Darkest Magic, um dos 13 livros que existiam espalhados no mundo. Então a senhorinha disse: “Meu nome é Coda e hoje o limite na carne humana será rompido” Em seguida falou um monte de coisas ininteligíveis como “De um sacerdote assassinado, a costura feita em fio de cabelo humano, tirado de uma mãe que morreu no parto, do sangue de um homem enforcado”.

"Vocês tem certeza?" Ela perguntou, quebrando nosso silêncio. "Nós temos certeza". Dissemos em uníssono. Ela assentiu com a cabeça, e lançou o livro aberto em uma página do centro. E começou á gritar, e fazer um som estranho com a garganta, em um momento pensamos que ela havia engasgado com um catarro. “Os Motuus Iratus the Dead! Alalala lala lala...”

Nora e Anthony pareciam concentrados e sombrios. Bonnie colocou a mão no ombro de Nora e cochichou: "Você tem certeza, querida?.E ela respondeu: “Completamente, esta é a única maneira de obter justiça". Anthony assentiu.

Coda então disse: "Eu vou precisar do item". Nora enfiou a mão no bolso e tirou um colar de prata. Com um pingente em forma de coração, que brilhou a luz da vela. Anthony segurou suas lágrimas nos olhos, assim que viu o colar. Lembrou-se que era o colar favorito de Beatrice.

Ela estava usando ele quando Anthony a encontrou pendurada por um cinto no ventilador.

Mas a notícia da liberação de Chad Cordeiro da prisão fez seu sangue ferver. “Nora entregue a jóia para a mulher”. Ela o pegou, inspecionado, e acenou com a cabeça. "A alma de sua filha deixou uma marca sobre este objeto". Coda foi até uma sala ao lado e voltou, segurando várias garrafas, latas e ervas. Ela jogou tudo em cima da mesa, e então se virou para uma prateleira no quarto, em buscar de... Um pote de metal. Ela colocou ele na mesa também, e desapareceu novamente.

À medida que observávamos em silêncio, a mulher óssea começou seu trabalho. Ela parecia não precisa de olhos para identificar o que era o quê. Ela pegou uma garrafa de vinho, vermelho escuro, despejando-o no pote, e começou a cantar. Três pétalas de rosas amarelas e rosa, uma pitada de sal, sete ossos de coelho, uma mecha de cabelo humano vermelho, um punhado de terra de cemitério, as presas de cobra. A bebida começou a evaporar, sem ser fervida, e ela continuava cantando fazendo a fumaça ficar cada vez mais densa. Eu ouvi o nome de Beatrice polvilhado no canto externo do pote. Finalmente, ela chegou à fase finalmente e gritou: "Levanta-te, meu filho, levanta, levanta-te! Seu assassino agora caminha livre, e a justiça não fez seu dever. O tempo da justiça se foi, agora vem o tempo da vingança. Levanta-te, meu filho, levanta, levanta-te, levanta!". Houve uma explosão e fumaça cor de lavanda vertia do pote, enchendo a sala e nos cegando. Um grito, torturado de agonia dividiu o ar. Era um grito de Beatrice.

A fumaça se dissipou, e Coda nos olhou gravemente. "Está feito. Ela deve estar esperando por você no lugar combinado. Vão até ela. Mas, Nora e Anthony, estejam avisados. Esta não é mais sua filha. Este é um instrumento de vingança, um demônio profano. Lembre-se disso".
...

O caixão fedia. E o corpo estava nojento. Por que ela deveria se levantar? Ela queria um cadáver fresco. O corpo lentamente começou a se remontar, costurando-se novamente através de magia negra. Uma das mais fortes. Logo, as mãos foram totalmente reformadas, e ela bateu na tampa do caixão de madeira de cerejeira, rompendo-o. Ela o empurrou para cima, através da Terra, suave e gelada, erguendo-se sobre o buraco formado pela terra que escorria para dentro do caixão, ela sentiu o ar da meia-noite. A garganta se asfixiou, e ela engoliu oxigênio. Ela não precisava, mas ele era bom para o corpo. Ela levantou-se colocando seus pés calçados na grama. Ela sabia para onde ir. Revirou os ombros ainda se recompondo, e andou. Indo para os portões de ferro, na estrada de terra, para um celeiro abandonado que seu mestre havia lhe ordenado. "Eles, devem, estar, esperando." O demônio resmungou.

O vestido branco estava esfarrapado, rasgado, a renda ligeiramente amarelada. Ela perdeu um sapato na viagem pela estrada acima, e o outro na caminhada descendo a colina de sua sepultura. Eram duas horas quando ela avistou o celeiro, mas as pernas estavam rígidas. Os braços balançavam desordenadamente, os pés embaralhados e trôpegos. Ela não fazia muito esforço para manter a boca fechada, e ela deixou-a cair aberta, com língua pendurada para fora. Ela se sentia inquieta. Ela queria rasgar, rasgar, matar, devorar. Ela queria fazer o trabalho e ir para casa, onde o cheiro de enxofre perfumava e os campos queimavam. O celeiro em ruínas apareceu, e viu vários carros estacionados. Ela fez uma careta. “Droga é tarde”. Quando ela se aproximou, ela ouviu gritos. "A bruxa maldita nos enganou! Não á nada aqui! Maldição Nora, como você pode". Ela chegou à porta, estendeu a mão, e empurrou-a. Nove seres humanos vivos olharam para ela, assustados. Um deles deu um passo hesitante para frente. "Seja bem vinda, Beatrice?" O ser humano sussurrou. Ela não disse nada. Apenas um gemido rouco como uma resposta.

O homem recuou, sussurrando. "O que Coda disse para nós fazermos?"

"Hum... Nós devemos enviá-la ao Cordeiro".
Eles se separaram e formaram um circulo em volta de Beatrice, enquanto Nora falava as palavras mágica: "Es... Es vos Iratus... Mortuus" Ela se atrapalhou. Seu latim era horrível, mas ela balançou a cabeça, e se concentrou uma vez: “Es Vos Iratus Mortuus!!”. A menina se afastou, os lábios enegrecidos, mostrando os dentes afiados concedidos pelo feitiço. Ela levantou as mãos e seus dedos viraram garras, pretas como pregos. Ela deu outro gemido rouco, com fome gemido, e um dos seres humanos irrompeu, em lágrimas: "Envie, mande-a embora". Darlene lamentou. Nora apontou de volta para a noite e falou. "Chad, o Cordeiro" Ela disse com firmeza. "Rua. Carmen, número 5831. Dentro de uma semana. Compreendido?". Ela balançou a cabeça, gemeu, e virou-se, cambaleante, indo em direção de Cordeiro. Algum instinto evoluiu desde os primeiros dias que ela estava sobre a terra. Ela não fugiu. Ela tinha tempo para concluir sua tarefa. Muito tempo.

Alguns dias se passaram...

Ela retornou ás estradas, movendo-se como uma sombra entre as árvores e quintais, aproximando-se rapidamente da casa de Cordeiro. Ela ficava com mais fome a cada passo. Ela precisava de comida! Bom, ela tinha certeza de que o estava sentindo o cheiro de Chad. Finalmente, lá estava a casa. Era a sua refeição.

Chad ainda estava acordado. Em seu computador, navegar por seus sites 'especiais'. Graças a Deus que o governo americano ainda não tinha começado a monitorar o que os criminosos sexuais registrados procuravam na internet. Ele estava tão ‘envolvido’ em um vídeo, que ele não ouviu a porta de trás se abrir. Nem ouviu o som de pés frios em sua cozinha, através de seu hall de entrada. Ele finalmente ouvir a porta do escritório se abrir, e olhou para trás.

 "Que diabos?!" Beatrice Martin? Quer dizer que você gostou mesmo de nossa brincadeira, não é!!!”. Ele tirou sarro enquanto seus olhos se acostumavam a luz que estava entrando na sala, ele não havia visto nitidamente, que quem estava ali, não era Beatrice.

Era ela de pé em sua porta, de frente para ele com os olhos inchados e pegajosos. Ela sorriu para ele suas presas enchendo a boca, ainda havia terra em seus cabelos ruivos e cacheados. Ela o observou com as calças arreadas, com o pênis para fora, ela enrijeceu os braços e suas garras saíram de dentro, para fora. Chad caiu da cadeira, as calças em torno de seus tornozelos, ele lutava para se afastar, até que ela correu para a parede oposta. Beatrice chegou até ele, parou... Olhando para ele.

A menina estava longe, em outro mundo, mas sentiu-se confortável para dizer alguma coisa.

“Olá Sr.Cordeiro, confie em mim, não vai doer nada, vou colocar minhas garras onde o senhor também nunca foi tocado”. Naquele momento Beatrice fechou os olhos e deixou que o demônio tomasse de conta de seu corpo. E o demônio acordou com os olhos cheios de sangue, e a saliva escorrendo se suas presas. Afinal, o medo dele fez o gosto da carne muito melhor.
"Estou com fome, Sr.Cordeiro..."

 Os gritos do homem eram quase tão doces quanto o sabor de sua pele.


2 comentários:

  1. Já leio seu blog há um tempo e tenho amado as postagens, li essa e é realmente um conto interessante. Ele teve o que mereceu no final hahaha. Beijos *3*

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  2. Nossa muito legal. Parabéns.

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